quarta-feira, 9 de maio de 2018

Um pouco de história

Muita gente que frequenta o centro da cidade nem imagina que determinadas ruas já foram conhecidas por outros nomes. Nos anos 70, a rua Tibiriçá, a maior artéria da cidade, foi transferida para a região do Asilo, e em seu lugar ficou a rua Coronel Joaquim Anselmo Martins. A rua Riachuelo transformou-se em rua Raul Gonçalves de Oliveira Lima (ao lado do Banco do Brasil). Raul Gonçalves foi prefeito em 1932, e foi ele o responsável pela transferência dos restos mortais da necrópole antiga (atrás da escola Paulo Zillo) para o atual Cemitério Alcides Francisco.
Antes de ser Geraldo Pereira de Barros a rua que passa defronte ao Hospital Nossa Senhora da Piedade era conhecida como rua Barão de Melo Oliveira, que por sua vez foi transferida para os altos da cidade, atrás da fábrica de bolacha. Avenida Dona Januária era o nome de parte da Avenida 25 de Janeiro no trecho entre a rotatória da Av. João Paulo Segundo e Capela São Benedito. Para marcar a data da restauração da Comarca de Lençóis Paulista, aquela importante via pública recebeu o nome de Avenida 25 de Janeiro. Mais tarde a Dona Januária foi transferida para uma ruazinha defronte a Estação Ferroviária. Consta também nos livros de história da cidade que a rua 15 de Novembro, nos seus primórdios, era conhecida como rua da Ponte. Outra via que já teve três denominações é a Avenida Nove de Julho que anteriormente foi conhecida como Siqueira Campos e Paraguai, que depois foram transferidas para as vilas Contente e Alvorada, respectivamente. Ainda no centro, a rua Floriano Peixoto passou a ser chamada de Dr. Antonio Tedesco em homenagem a destacado profissional de saúde da cidade, conhecido como o Médico dos Pobres. A Marechal Deodoro da Fonseca perpetua o nome de um grande empresário do município morto nos anos 70, Pedro Natálio Lorenzetti. Na região do bairro Biquinha, a rua da Glória (atrás do Clube Marimbondo) deu lugar para Richiere Jácomo Dalben, antigo comerciante e vereador de Lençóis Paulista, membro de uma das mais numerosas e tradicionais famílias do município. Outra particularidade envolvendo nome de ruas da cidade é duplicidade e até triplicidade na nomenclatura. A rua Vinte e Oito de Abril, por exemplo, tem três nomes. Da ponte sobre o Rio Lençóis até a esquina da rua Cândido Alvin de Paula (no bairro Ubirama, próximo à Apae) a via lembra a data do aniversário da cidade (Vinte e Oito de Abril). Do semáforo da rua Rio Grande do Sul (Bombeiros) até a ponte sobre o rio Lençóis, passa a se chamar Cesar Giacomini e do semáforo para cima, sentido Jardim Cruzeiro, foi batizada de rua Pará. A rua Niteroi começa na ponte da av. Nove de Julho (próximo ao supermercado Jau Serve) e termina na rua Uruguai (Vila Cruzeiro). Desse ponto em diante ela passa a se chamar rua Rio Grande do Sul e depois do Viaduto Ângelo Petenazzi (sobre a rod. Osny Mateus) muda o nome para av. Prefeito Jácomo Nicolau Paccola. A principal via da cidade, antes de ser rua 15 de Novembro, era chamada de rua 13 de Maio. Mais tarde a rua 13 de Maio foi transferida mais para o Centro, paralela à Rua Anita Garibaldi. Essas são algumas curiosidades relativas à história de Lençóis Paulista.

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